Às 14h40 chegamos em Cusco. Mas isso depois de um turbulento desembarque em Lima para a última conexão. Uma correria louca, porque as filas estavam gigantescas tanto para passar na Imigração quanto para fazer o chek-in na Lan, a companhia que faz os voos até Cusco. Deu para suar. A gente com a mochila nas costas, esbaforidos, percorrendo as distâncias quilométricas do aeroporto, mais parecia uma dupla de personagens de pastelão americano.
Os peruanos, funcionários da companhia aérea, só faziam repetir que era preciso entrar na fila, mesmo diante da nossa desesperada tentativa de explicar que o nosso próximo voo estava para sair. Mesmo sem bagagem para despachar – aliás, acho que viajar só com “equipaje de mano” é a nossa vantagem – não conseguimos nos livrar da concorrência com a multidão e suas malas monstruosas.. O consolo é que tinha muito mais gente na mesma situação, inclusive um jovem casal paulistano que também embarcaria para Cusco e uma moça de Brasília.
Foi naquele momento de confusão também que fizemos a nossa primeira descoberta. O espanhol que se fala no Peru é mais enrolado do que o falado na Espanha. Acho que o sotaque, a velocidade e o tal do quéchua confundem a gente completamente. E eles não se fazem de rogados e continuam falando, falando, como se a gente tivesse entendendo tudo. Em muitos casos, melhor foi optar pelo inglês.
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