Nem sei quantas foram, mas certamente muitas pedrinhas ficaram por onde passei ao longo do Caminho, atravessando a Navarra. Em cima de cada pequeno mojón, com a seta amarela e a vieira, em reverência a tudo aquilo o que eu estava vivendo, uma foi colocada - algumas pequenas, outras maiorezinhas, algumas minúsculas, mas a importância e a emoção que depositei certamente naquele gesto nem dá para descrever.
Ofereci todas elas. Repetidas vezes, falei em voz alta dentro do meu coração o nome dos meus protetores - São Jorge , que defende e protege; São Francisco que me inspira e me abre os olhos e as emoções; Nossa Senhora que conforta e conduz a caminhada; e Santiago, a direção da longa jornada interior. O que senti em cada uma das vezes que fiz isso? Só eles sabem. No Caminho, nenhuma emoção é igual...
Teria feito isso sem me cansar pelos mais de 700 quilômetros que percorremos, mas só na Navarra os mojóns são baixos o suficiente para que as pedrinhas fossem colocadas, além do fato de serem mais constantes... Fora da Navarra, a sinalização - tanto de setas quanto de mojones e vieiras - é bem mais irregular.
Mas, mesmo sem as pedras que não consegui deixar, as marcas dos meus passos ficaram pelo Caminho... assim como o Caminho está marcado na minha alma.
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