Sinto que ainda vou precisar me dar mais um tempo, até conseguir (ou pelo menos tentar) reduzir a experiência do Caminho de Santiago a palavras.
Ensaiei dezenas de vezes.
Na minha alma, às vezes me flagro relatando para mim mesma a intensidade do que representou ser conduzida por estradas em direção ao que há de mais divino, que é a nossa própria essência...
Mas, quando penso em filtrar os sentimentos, transportá-los até as pontas dos dedos, decodificá-los para depois martelar nestas tantas teclinhas do computador, desisto.
Isso não é possível de ser feito...
Meu coração mais uma vez aperta e a emoção vem com uma intensidade que jamais seria capaz de arriscar a organizar em frases, parágrafos, textos inteiros...
Tenho necessidade de apenas deixar fluir o meu silêncio, que tem me abstraído de todos os pensamentos, palavras e atos já sem sentido.
O Caminho ainda está me levando...
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